Mesmo já conhecendo a imagem da pintura de Vincente van Gogh, “Terraço do Café, na Place du Forum, Arles, à noite”, experimentei construí-la mentalmente, mergulhando nos pensamentos do artista, como num exercício poético e imagético.
Antes da descrição da pintura, copiei um trecho traduzido da carta escrita para sua irmã, Willemien van Gogh , onde ele expressa seu olhar sobre a noite, as cores e a natureza, como se fora uma preparação poética para o exercício da pintura.
Trecho da carta para sua irmã, Willemien van Gogh escrita em Arles, em 14 de setembro de 1888: “Eu definitivamente quero pintar um céu estrelado agora. Muitas vezes parece-me que a noite é ainda mais ricamente colorida que o dia, colorido com intensos violetas, azuis e verdes.”
Para ler este trecho, a carta completa e outras cartas escritas por Vincent van Gogh, leia mais no site Van Gogh Museum, em inglês.
Descrição textual da obra referida:
Exterior de café, noite, na Place du Forum em ARLES.
Arles, Setembro de 1888
Pena de bambu, 62 x 77 cm
Roquebrume, Coleção Emery Reves.
“Um café à noite, visto de fora. Na esplanada estão sentadas pequenas figuras a beber. Uma enorme lanterna amarela ilumina a esplanada, a frontaria da casa, o passeio, e lança luz até ao empedrado da rua que recebe uma tonalidade rosa - violeta. As fachadas das casas da rua, que se prolonga sob um céu estrelado, são em azul-escuro ou violeta, em frente uma árvore verde. Aí tens um quadro da noite sem preto, só com azul bonito, e com violeta verde, e neste ambiente o sítio iluminado torna-se num amarelo baço de enxofre e verde-limão.” VINCENTE VAN GOGH.
Fonte:
WALTHER, F. Ingo. Van Gogh. Ed. Paisagem, 2005.
Visite o Museu Van Gogh, leia em espanhol.
Para visualizar a imagem da obra descrita pelo artista, veja no site da loja virtual Allposters.
Ora a obra está citada como "Terraço do Café", ora como "Exterior do Café", as denominações estão de acordo com fontes pesquisadas e informadas nesta postagem.
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domingo, 22 de abril de 2012
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Em Preto e Branco
Sou do tempo em que a maioria das pessoas possuiam televisão em preto e branco, pra melhorar o “sinal” encaixava-se aquela esponja de aço bem conhecida nas extremidades da antena, ou então uns tapas na lateral da TV e momentaneamente estava resolvido o problema, era assim, até não dar mais certo e levá-la para o concerto, sim, pois comprar um novo aparelho era bem mais difícil.
Quem tinha televisão colorida era privilegiado, a casa ficava repleta de vizinhos curiosos, e em dias de transmissão do futebol até torcedores do time adversário estavam presentes, pequenas rixas eram resolvidas rapidamente, afinal TV colorida era para poucos e os vizinhos generosos mereciam respeito. A nossa TV apresentava vários problemas, a imagem desaparecia e nos restava apenas o som, logo em seguida, nem o som.
Nós os videntes ou cegos somos telespectadores em busca da informação completa, imagem e som, quanto ao conteúdo cada qual seleciona de acordo com seus critérios.
Hoje temos tantas fontes de informação, mas mesmo assim as informações visuais e sonoras ainda não estão acessíveis para todas as pessoas. Pimenta nos olhos e ouvidos dos outros é refresco e uma das formas de compreender a dificuldade do outro é quando dela se experimenta.
Sobre a “sessentona e desregulada” leia no Blog da Audiodescrição.
Quem tinha televisão colorida era privilegiado, a casa ficava repleta de vizinhos curiosos, e em dias de transmissão do futebol até torcedores do time adversário estavam presentes, pequenas rixas eram resolvidas rapidamente, afinal TV colorida era para poucos e os vizinhos generosos mereciam respeito. A nossa TV apresentava vários problemas, a imagem desaparecia e nos restava apenas o som, logo em seguida, nem o som.
Nós os videntes ou cegos somos telespectadores em busca da informação completa, imagem e som, quanto ao conteúdo cada qual seleciona de acordo com seus critérios.
Hoje temos tantas fontes de informação, mas mesmo assim as informações visuais e sonoras ainda não estão acessíveis para todas as pessoas. Pimenta nos olhos e ouvidos dos outros é refresco e uma das formas de compreender a dificuldade do outro é quando dela se experimenta.
Sobre a “sessentona e desregulada” leia no Blog da Audiodescrição.
Não me pergunte porque falo em audiodescrição neste blog, ou porque me interesso sobre assuntos que envolvem acessibilidade visual, por exemplo, eu não tenho mais uma única resposta, a cada dia descubro mais um motivo, mais uma pessoa, seja direta ou indiretamente. Continuarei este ano falando e divulgando a audiodescrição por aqui.
Conheça também um blog com belas fotografias e descrição de imagens, o blog Foto Audiodescrita de Ju Panissa.
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